Teorias e práticas "modernistas" na disciplina de projeto
Resumo
O texto examina como a diversidade de conceitos e enfoques acerca do Movimento Moderno se rebate no desenvolvimento dos trabalhos nas disciplinas de projeto. A base principal desta leitura é a produção dos alunos de períodos mais avançados do curso de Arquitetura (em trabalho final de graduação principalmente). Demonstramos que, ao menos nos projetos analisados, persistem procedimentos e resoluções tipicamente modernos, só que ao produto final são algumas vezes acrescentados elementos (aditivos) inspirados nas correntes contemporâneas. Nos memoriais descritivos, no entanto, são praticamente inexistentes referências a conceitos ou métodos modernistas. E quando estes se fazem presentes, revelam a confusão e a fragilidade dos fundamentos teórico-metodológicos na prática do projeto. Essa dialética da permanência / ausência do moderno nos trabalhos acadêmicos, bem como suas possíveis razões, constituem o objeto desta discussão. “Com este ‘pós’ querem os protagonistas se desfazer de um passado (...). Não é a primeira vez que a arquitetura moderna é dada como morta – e no entanto ela ainda vive”. Juergen Habermas (1)1
Como citar
VELOSO, Maísa. Teorias e práticas "modernistas" na disciplina de projeto. In: SEMINÁRIO DOCOMOMO BRASIL, 3., 1999, São Paulo. Anais [...]. São Paulo: FAU-USP, 1999. p. 1-9. ISBN 85-85205-56-3. DOI: 10.5281/zenodo.19070456.
Referências
- FRAMPTON, Kenneth. História crítica da Arquitetura Moderna. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1997.
- HABERMAS, Jürgen. Arquitetura Moderna e pós-Moderna. Novos Estudos CEBRAP, n. 18, 1987.
- HARVEY, David. Condição Pós-Moderna. São Paulo: Edições Loyola, 1992.
- MAHFUZ, Edson. Ensaio sobre a razão compositiva. Belo Horizonte: UFV/AP, 1995.
Ficha catalográfica
3º Seminário Docomomo Brasil: anais: a permanência do moderno [recurso eletrônico]. São Carlos: EESC-USP, 1999. ISBN 85-85205-56-3

