Arquitetura Moderna: (con)tradições e (inov)ações
Resumo
Esta pesquisa se desenvolveu com o objetivo principal de relacionar a dialética entre tradição e inovação no processo de geração das formas arquitetônicas. Através da investigação da arquitetura produzida no Rio de Janeiro entre 1930 e 1957, a pesquisa demonstrou como a incorporação de imagens e experiências passadas foi transformada e reformulada, servindo de ponto de apoio a partir do qual emergiram novas formas arquitetônicas. Apesar da arquitetura moderna estar apoiada teoricamente em um discurso antitradicionalista e de ruptura com o passado, observamos na prática, que o discurso se materializou de modo menos idealista e mais ambíguo e dinâmico. Ao reformular valores e restabelecer referências, os arquitetos modernos recriaram formas, demonstrando que tradição e inovação não são conceitualmente opostos; são complementares e fazem parte de um processo contínuo e fluente no qual - embora nem sempre esteja evidente e claramente explícito - das formas nascem formas.
Como citar
REIS, Elisabete Rodrigues dos. Arquitetura Moderna: (con)tradições e (inov)ações. In: SEMINÁRIO DOCOMOMO BRASIL, 3., 1999, São Paulo. Anais [...]. São Paulo: FAU-USP, 1999. p. 1-11. ISBN 85-85205-56-3. DOI: 10.5281/zenodo.19070635.
Referências
- ALVIM, Sandra P. de Faria. O estudo da forma: o caso barroco. Rio de Janeiro: UFRJ - Escola de Comunicação, 1981. Dissertação de Mestrado
- ARGAN, Giullio C. Arte moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
- BARDI, Pietro Maria Lembrança de Le Corbusier, Atenas, Itália, Brasil. São Paulo: Nobel, 1984.
- BENÉVOLO, Leonardo. História da arquitetura moderna. São Paulo: Perspectiva, 1989.
- BOESIGER, Willy. Le Corbusier. Barcelona: Gustavo Gilli, 1972.
- BORISSAVLIÊVITCH, M. Les théories de l’architecture. Paris: Payot, 1926. BRONOWSKY. Jacob. Arte e conhecimento: ver, criar e imaginar. Lisboa: Edições 70, 1983.
- BRUAND, Yves. Arquitetura contemporânea no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 1991.
- COELHO NETTO, J. Teixeira. A construção do sentido na arquitetura. São Paulo: Perspectiva, 1979.
- CORBUSIER, Le. Por uma arquitetura. São Paulo: Perspectiva, 1977.
- CORBUSIER, Le. Planejamento urbano. São Paulo: Perspectiva, 1984.
- CORBUSIER, Le. A arte decorativa. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
- COSTA, Lúcio. Lúcio Costa: Registro de uma vivência. São Paulo: Empresa das Artes, 1995.
- DA MATTA, Roberto. Comunicação pessoal. Rio de Janeiro, 1983.
- DROSTE, Magdalena. Bauhaus. Berlin: Taschen, 1994.
- FOCILLON, Henre. Vida das formas. Rio de Janeiro: Zahar, 1971.
- FRAMPTON, Kenneth. História crítica da arquitetura moderna. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
- FRANCASTEL, Pierre. A realidade figurativa. São Paulo: Perspectiva, 1973.
- JOHNSON, Phillip C. Mies Van der Rohe, 1923. New York: Museum of Modern Art, 1953.
- NAFFAH NETO, A. 1989). Paixões e questões de um terapeuta. São Paulo: Ágora. NORBERG-SCHULZ, Christian. Existência, espacio y arquitectura. Barcelona: Blume, 1975.
- NAFFAH NETO, A. Genius Loci. Towards phenomenology of architecture. London: Academy Editions, 1980.
- NAFFAH NETO, A. Intentions in architecture. Cambridge: M.I.T. Press Paperback, 1981.
- NAFFAH NETO, A. Arquitectura ocidental. Barcelona: Gustavo Gilli, 1983.
- READ, Herbert. As origens da forma na arte. Rio de Janeiro: Zahar, 1967.
- STROETER, João Rodolfo. Arquitetura e teorias. São Paulo: Nobel, 1986.
- SUMMERSON, John. A linguagem clássica da arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 1982.
- TANGE, Kenzo. Tradition and creation in Japanese architecture. Tóquio: Zokeisha, 1960.
- WÖLFFLIN, Heinrich. Conceitos fundamentais da história da arte. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
- WORRINGER, W. Abstratión y naturaleza. México: Fondo de Cultura Económica, 1966.
- ZEVI, Bruno. Saber ver a arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 1978.
- ZEVI, Bruno. A linguagem moderna da arquitetura. Lisboa: Dom Quixote, 1984.
Ficha catalográfica
3º Seminário Docomomo Brasil: anais: a permanência do moderno [recurso eletrônico]. São Carlos: EESC-USP, 1999. ISBN 85-85205-56-3

