A modernidade da obra de Roberto Burle Marx
Resumo
O desenvolvimento do paisagismo à partir dos anos 30, esta ligado à figura de Burle Marx e suas pesquisas botânicas com a valorização da vegetação autóctone, sendo associado freqüentemente à execução de parques e jardins. Porém é importante destacar as praças projetadas por ele nas décadas de 40 e 50, entre outras: Salgado Filho, Visconde de Mauá, Jaqueira, Largo do Machado, Terreiro de Jesus e Santa Rita em Cataguases). Seus projetos se apresentam como um quadro, com composições de pisos trabalhados em motivos abstratos, e jardins com configurações paisagísticas definidas, onde a idéia de unidade se contrapõe aos limitados canteiros de décadas anteriores. O uso de plantas nacionais estará presente enquanto um novo conceito paisagístico, a nível de organização do espaço, em algumas praças vai inserir o banco contínuo, reto ou sinuoso, com o despojamento que o concreto permite, além de tirar partido da pedra portuguesa, já que esta permite usos e combinações diversificadas em mosaicos. O presente trabalho estuda as praças projetadas pelo arquiteto João Jorge Coury: Tubal Vilela, N. Sa. Aparecida, Cônego Ângelo, Getúlio Vargas, Raul Carneiro, etc.;na Região do Triângulo Mineiro e Sul de Goiás, com destaque para a cidade de Uberlândia, no final da década de 50 à meados de 60. Busca estabelecer uma referência, à partir de uma análise formal estrutural e urbanística da praça associada à difusão do Movimento da Arquitetura Moderna no Brasil. mais precisamente com as referências de Roberto Burle Marx. Ao observarmos a origem da obra paisagística de J. J. Coury, percebemos que ela tem raízes na obra de Burle Marx, que fez a união entre os aspectos ecológicos nacionais, como a visão urbanística e sócio-cultural. J. J. Coury foi em grande parte um defensor das idéias de Burle Marx, empregando-as nas condições locais com uma concepção particular e original. Neste aspecto encontramos uma das principais diferenças e também a principal característica de sua obra, se por um lado utilizou algumas soluções, como tipo de vegetação e banco contínuo, por outro seu traçado carrega uma carga conceitual e ideológica que se reflete principalmente no padrão de organização de suas praças.
Como citar
GUERRA, Maria Eliza Alves. A modernidade da obra de Roberto Burle Marx. In: SEMINÁRIO DOCOMOMO BRASIL, 4., 2001, Viçosa. Anais [...]. Viçosa: UFV, 2001. p. 1-2.
Ficha catalográfica
4º Seminário Docomomo Brasil: anais: a Arquitetura moderna brasileira e os processos regionais de industrialização [recurso eletrônico] / organização: Maria Marta Camisassa. Viçosa: UFV, 2001.

