O papel da preservação arquitetônica na busca de uma identidade local: o caso de Rubens Gil de Camilo em Campo Grande/MS

p. 1-10

Capa dos anais

8º Seminário Docomomo Brasil, Rio de Janeiro, 2009

Baixar PDF DOI10.5281/zenodo.19073097

Resumo

O caso de Rubens Gil de Camillo em Campo Grande/MS Um arquiteto paulista no estado do pantanal Rubens Gil de Camillo, formado pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie (FAUM) em 1960, atuou desde este período no eixo São Paulo – Mato Grosso. Mudou-se em 1980 para Campo Grande, onde passou a desenvolver projetos nas áreas de edificação e planejamento urbano e regional, entre os quais se destacam, o edifício da Federação das Indústrias do Mato Grosso do Sul (FIEMS), o Centro de Convenções do Estado ou Palácio Popular da Cultura, a Escola SENAI de Várzea Grande (MT), o Terminal Rodoviário de Campo Grande (obra inacabada), além de numerosos prédios residenciais, como os edifícios Arpoador e Ipanema (que têm os jardins projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx), escolas, hospitais, residências e núcleos de produção rural. Sua obra já foi exposta em mostras coletivas e individuais, como a “Semana Brasileira de Arquitetura” em Buenos Aires em 1983, a mostra “Tradição e ruptura” em São Paulo em 1984, e na Bienal Latino-Americana de Buenos Aires em 1985. Foi Arquiteto Emérito da Medalha do Sistema CREA/CONFEA em 1997, docente nos Curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIDERP, em Campo Grande e na UNIGRAN, na cidade de Dourados/MS e fundou em 1987, a seção local da ASBEA sendo seu primeiro presidente. De acordo com matéria publicada na Revista AU1, no final dos anos 1970, com a criação do Estado de Mato Grosso do Sul, Rubens Gil de Camillo decide instalar seu escritório na Rua Antônio Maria Coelho, em Campo Grande, marcando sua opção profissional por radicar-se definitivamente na capital de uma região que possui na pecuária e na agricultura a base de sua economia. A partir desta decisão, o escritório De Camillo Arquitetos Associados realizou pelo menos 80 projetos arquitetônicos, com apoio de uma equipe de onze profissionais, tendo à frente, além dele próprio, outros dois arquitetos: Ronaldo Navarro Gondim e Rubens Fernando Pereira de Camillo, um de seus filhos arquitetos.2 Revista Arquitetura e Urbanismo nº 21, Editora PINI, Dez/1988- Jan/1989. Seu outro filho arquiteto, Gil Carlos de Camillo, também possui atuação relevante em Campo Grande, com obras importantes como o Centro de Atendimento ao Cidadão de 2008, publicado na Revista AU e no site: http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/gil-carlos-decamillo-15-01-2009.html Pode-se dizer que Rubens Gil de Camillo foi um dos arquitetos que levou ao Centro-Oeste do país os conceitos da chamada escola paulista brutalista.3 Arruda (2002) comenta que a respeito dos quarenta anos dedicados à arquitetura, o paulista Rubens Gil de Camillo “foi um dos mais famosos arquitetos de Campo Grande”, e que “seu desejo era ter feito engenharia nos anos 50, mas seu gosto pelo desenho encaminhou-o para a arquitetura”. Rubens Gil de Camillo muda-se como profissional para Campo Grande em 1980. Até então, desde formado, fazia projetos para Campo Grande de seu escritório em São Paulo. Seu primeiro projeto na cidade foi a obra do Banco do Povo, na Rua Barão do Rio Branco, em 1961 e foi a primeira vez que se usou vidro temperado em obra em Campo Grande. Embora tenha vivido em São Paulo no período do brutalismo na arquitetura seus primeiros projetos em Campo Grande eram de uma arquitetura comercial. A obra da sede do SESI, da Av. Afonso Pena, foi o seu primeiro projeto arrojado e modernista. Sua fase de arquitetura da escola brutalista paulista, em Campo Grande, dá-se nos anos 70, com o uso de concreto aparente e muito vidro (ARRUDA, 2002).

Palavras-chave

Como citar

ALVES, Gilfranco Medeiros; TRUJILLO, Juliana Couto. O papel da preservação arquitetônica na busca de uma identidade local: o caso de Rubens Gil de Camilo em Campo Grande/MS. In: SEMINÁRIO DOCOMOMO BRASIL, 8., 2009, Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro: PROURB-UFRJ, 2009. p. 1-10. ISBN 978-85-88027-11-4. DOI: 10.5281/zenodo.19073097.

Referências

  • ALMEIDA, Suzete de. Escritório.In REVISTA AU, n. 21. Ed. Pini, 1989.
  • ARRUDA, A.M.V. Rubens Gil de Camillo, 1934-2000: o arquiteto dos projetos em concreto aparente. In Arquitextos – Portal Vitrúvius, 2000. Disponível em http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp005.asp, acessado em 10/05/2009. Às 18:00h
  • ARRUDA, A.M.V. Pioneiros da Arquitetura e da Construção em Campo Grande. Ângelo Marcos Campo Grande-MS: UNIDERP, 2002.
  • BRUAND, Yves. Arquitetura Contemporânea no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 1981.
  • CAMILLO, Rubens Gil de. Conforto Matogrossense in REVISTA DESIGN INTERIORES, n. 34, ano VI, s/d.
  • ZEIN, Ruth Verde. A década ausente. É preciso reconhecer a arquitetura brasileira dos anos 1960-70. In Arquitextos – Portal Vitruvius, 2006. Disponível em http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq076/arq076_02.asp. Acessado em 01/06/2009 às 14:30h.

Ficha catalográfica

8º Seminário Docomomo Brasil: anais: cidade moderna e contemporânea: síntese e paradoxo das artes [recurso eletrônico] / organização: Roberto Segre et al. Rio de Janeiro: Docomomo-RJ; Prourb-UFRJ, 2009. 1 DVD (4 ¾ pol.). Produção do Núcleo Docomomo Rio de Janeiro. ISBN 978-85-88027-11-4