Tensões de axialidade: as diretorias regionais da Era Vargas

Capa dos anais

16º Seminário Docomomo Brasil, Porto Alegre, 2025

Resumo

O trabalho analisa o caráter político que orientou a arquitetura art déco dos edifícios sede das Diretorias Regionais construídos no período Vargas. Entre conflitos territoriais e ideológicos do século XX, a arquitetura foi ferramenta representativa para muitas campanhas. Se trata de um momento onde coexistiram diferentes arquiteturas, como a arquitetura fascista, neoclássica, construtivista, art-déco, modernista entre tantas outras. Juntas, compõem a diversidade arquitetônica do período moderno. A partir deste entendimento, o trabalho abre a discussão para os arranjos políticos que se relacionam com a arquitetura art déco das Diretorias Regionais construídas no período Vargas. As diretorias regionais fizeram parte de políticas públicas que visavam a construção de uma nação, sendo centros estratégicos de comunicação que relacionavam os serviços dos correios e telefonia, na época, estatais. De caráter racionalista, o governo varguista centraliza a produção das novas edificações por meio de tipologias que são replicadas em todo o país. O trabalho analisa quatro sedes: a de Curitiba, a de Belo Horizonte, a de Maceió e a de Belém.

Palavras-chave

Como citar

THEISEN, Anye. Tensões de axialidade: as diretorias regionais da Era Vargas. In: SEMINÁRIO DOCOMOMO BRASIL, 16., 2025, Porto Alegre. Anais [...]. Porto Alegre: Marcavisual Editora, 2025. ISBN 978-65-993024-6-6.

Referências

  • Benton, Charlotte, Tim Benton, e Ghislaine Wood. Art Déco 1910-1939. V&A Publications, 2003.
  • Boris, Fausto. História Do Brasil. 12o ed. Edusp, 2006.
  • Castriota, Leonardo Barci, e Luiz Mauro do Carmo Passos. “O ‘estilo moderno’: Arquitetura em Belo Horizonte nos anos 30 e 40.” Em Arquitetura da modernidade, 1o ed. Editora UFMG, IAB-MG, 1998.
  • Chaves, Celma. “Arquitetura, modernização e política entre 1930 e 1945 na cidade de Belém”. Arquitextos 094.06, ano 08 (2008).
  • Correia, Telma de Barros. “Art déco e indústria Brasil, décadas de 1930 e 1940”. Anais do Museu Paulista 16, n. 2 (2008): 47–104.
  • Costa, Renato Gama-Rosa. “O art déco nas agências dos Correios: uma reflexão sobre a padronização arquitetônica nos serviços públicos.” POSTAIS, 2013.
  • Farias, Fernanda de Castro, e Nelci Tinem. “AS EXPRESSÕES DA MODERNIDADE NO BRASIL: o lugar do art déco”. Trabalho em evento apresentado em Docomomo Brasil, Salvador, BA. 13 seminário, 7 de outubro de 2019. Hülsendeger, César Augusto. “Republicanos, positivistas e federalistas… Mas nem tanto.” Revista Eletrônica ESA/RS, 2024.
  • Pérgolis, Juan Carlos. “Art Déco, ornamento y geometría Un ejercicio metodológico para la investigación en arquitectura”. EDUCOSTA 11, n. 1 (2012): 55–90.
  • Reis, Márcio Vinícius. “O art déco na Obra Getuliana.
  • Schwartzman, Simon, Helena Maria Bousquet Bomeny, e Vanda Maria Ribeiro Costa. Tempos De Capanema. Paz E Terra, 2000.
  • Segawa, Hugo. “Arquitetura na Era Vargas: o avesso da unidade pretendida”. Em Moderno e Nacional. EdUFF, 2006.
  • Segawa, Hugo. “Construções de ordem. Um aspecto da arquitetura no Brasil 1808-1930”. Dissertação, FAUUSP, 1987. Trajano Filho, Francisco Sales. “Equipes técnicas, funcionalismo e burocracia na arquitetura das obras públicas no Brasil dos anos 1930”. Seminário Docomomo Brasil: Anais 15 (2025): 1–15.