Open. Escolas à chinesa (2014, 2019, 2022)
Resumo
Escolas estão entre as obras de arquitetura mais interessantes na China contemporânea e algumas foram projetadas por empresas conjugais surgidas após liberado, em 1995, o funcionamento de escritórios de arquitetura privados, numa economia socialista de mercado já consolidada. Uma dessas empresas é a Open Architecture de Li Hu (n. 1973 e egresso da Tsinghua University em Beijing com mestrado na Rice University de Houston) e Wenjing Huang (n. 1973 e egressa da Tsinghua com mestrado em Princeton). Com sede na capital chinesa, a Open foi fundada em 2006, quando a China se preparava para os Jogos Olímpicos de 2008; Hu trabalhava então com Steven Holl e Huang com I.M.Pei.
Duas escolas em superquadras suburbanas oferecendo do ensino pré-primário ao pré-universitário, equipamentos esportivos, auditórios, teatros e acomodações para internato ajudaram a firmar a reputação da Open: a Garden School (Beijing 2014) e a Qingpu Pinghe International School (Shanghai 2019), e às quais se somou uma congênere exurbana, a Shanfeng Academy (Suzhou 2022), o setor cultural da Mountain Kingston Bilingual School, em plano elaborado com a TJAD (Tongji Architectural Design Group), o escritório estatal responsável pelo projeto dos espaços de ensino e administração.
A partir de material publicado e material fornecido pela Open, entrevistas com seus arquitetos e relatos de arquitetos que visitaram essas escolas, esta comunicação vai analisá-las comparativamente e evidenciar seu enquadramento numa tradição de arquitetura moderna erudita diversa e inclusiva, num contexto em muitos pontos diversos do contexto ocidental em geral e do brasileiro em particular, mas não em todos. Oriente ou Ocidente, Norte ou Sul, empresas conjugais aumentam em número desde os 1990 sem impacto mensurável sobre a qualidade de suas obras. Lá como cá, a qualidade continua tributária do entendimento imaginativo de programa, situação e localização, admitindo, no caso das escolas, tensão entre postulá-las microcosmo de cidade e sua monumentalização face à moradia e ao comércio pré-existente ou planejado.
Palavras-chave
Como citar
CASTRO, Carlos Eduardo Binato de. Open. Escolas à chinesa (2014, 2019, 2022). In: SEMINÁRIO DOCOMOMO BRASIL, 16., 2025, Porto Alegre. Anais [...]. Porto Alegre: Marcavisual Editora, 2025. ISBN 978-65-993024-6-6.
Referências
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- GREENWALD, Rebecca. “An Architectural Pioneer Receives Her Due.” Weitzman School of Design, University of Pennsylvania, out. 2023. Disponível em: <https://www.design.upenn.edu/post/architectural-pioneer-receives-her-due> Acesso em: 02 de jan. 2026. OPEN Architecture. Acesso em 2 de janeiro de 2026. <https://www.openarch.com/>
- KUMPUSCH, Christoph A. (Ed.). Urban Hopes: Made in China by Steven Holl. Zurique: Lars Muller Publishers, 2013.
- YE, Nan. The practice of practices: Chinese independent architectural design from 1949. (Doutorado em Filosofia) - University of Liverpool. Departamento de Arquitetura, 2021. Disponível em: <https://livrepository.liverpool.ac.uk/3154505/> Acesso em: 02 de jan. 2026.

