Arquitetura modernista, colonialidade e Patrimônio Cultural

Capa dos anais

16º Seminário Docomomo Brasil, Porto Alegre, 2025

Resumo

Diferentemente de grande parcela de obras que são referência em estudos sobre o movimento modernista no Brasil, o debate proposto defende que a gênese desta corrente está associada aos principais acontecimentos sociais verificados no país na segunda metade do século XIX: o fim da escravidão, a consolidação da república e as teorias acerca do racismo. Desta forma, entende-se que tais acontecimentos vão deixar marcas, por meio de mecanismos de segregação racial na solução arquitetônica das residenciais construídas em Belo Horizonte, nesse período. Investiga-se a relação entre arquitetura modernista, colonialidade e patrimônio cultural a partir do arcabouço cultural criado a partir da Semana da Arte Moderna e a busca pela criação da identidade nacional.

Palavras-chave

Como citar

MACHADO, Tamiris de Oliveira. Arquitetura modernista, colonialidade e Patrimônio Cultural. In: SEMINÁRIO DOCOMOMO BRASIL, 16., 2025, Porto Alegre. Anais [...]. Porto Alegre: Marcavisual Editora, 2025. ISBN 978-65-993024-6-6.

Referências

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  • Oliveira, Da senzala para onde? Negros e negras no pós abolição em São Carlos-SP (1880-1910), 2015.
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  • Paulo Tavares, Lucio Costa era racista? Notas sobre raça, colonialismo e a arquitetura moderna brasileira (São Paulo: n-1 edições, 2022): 19.
  • Tavares, Lucio Costa era racista? Notas sobre raça, colonialismo e a arquitetura moderna brasileira, 48.
  • Tavares, Lucio Costa era racista? Notas sobre raça, colonialismo e a arquitetura moderna brasileira, 2022.