Reivindicando o inabitado: corpos em silos e tanques
Resumo
O que resta quando a função desaparece? Este artigo parte dessa pergunta e investiga como estruturas técnicas se tornam lugares de vida. A pesquisa adota uma leitura comparativa de quatro obras em contextos e escalas distintas para entender as escolhas de projeto e seus efeitos no espaço urbano. Em Colônia, o Hotel im Wasserturm (1990) converte uma antiga torre d’água em hotel e transforma monumentalidade em experiência habitável. Em Buenos Aires, os Silos de Dorrego (1993) requalificam o complexo fabril e introduzem moradias e áreas de convívio, abrindo uma frente de uso residencial em invólucros industriais. Em Viena, o Gasômetro (2001) integra quatro cilindros preservados a um conjunto de usos mistos, com soluções autorais distintas que mantêm coesão e criam uma centralidade contemporânea. Em Xangai, o Tank Shanghai (2019) funde centro de arte e parque a partir de cinco tanques e articula topografia pública, percursos e novas relações com a paisagem do Huangpu. A comunicação apresenta uma análise que compara condições, decisões e resultados, permitindo reconhecer padrões de projeto sem prescrições fechadas. A pesquisa demonstra como o reuso adaptativo não é um ato de nostalgia, mas uma prática de projeto contemporânea, capaz de alinhar inteligência construtiva, responsabilidade climática e produção de sentido coletivo.
Palavras-chave
Como citar
CARNEIRO, Mateus Mossmann; PETRY, Ângelo Prisco. Reivindicando o inabitado: corpos em silos e tanques. In: SEMINÁRIO DOCOMOMO BRASIL, 16., 2025, Porto Alegre. Anais do 16º Seminário Docomomo Brasil: O Futuro do Passado: Arquitetura Moderna Viva e Urbana. Porto Alegre: Docomomo Brasil, 2026. ISBN 978-65-993024-6-6. DOI: 10.5281/zenodo.19434725.
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