Máquina de habitar: máquina de viver

p. 436-444

Capa dos anais

7º Seminário Docomomo São Paulo, São Paulo, 2020

Baixar PDF DOI10.5281/zenodo.19289767

Resumo

Em 1959, foi inaugurado em Paris o edifício da Maison du Brèsil, cujo projeto foi elaborado em duas etapas: o esboço inicial realizado por Lucio Costa, em 1952, e o desenvolvimento e execução da obra coordenado pelo escritório de Le Corbusier. Em um primeiro momento essa obra pode ser lida como um exemplo da arquitetura moderna, com características brutalistas, em cuja organização espacial estão evidentes as premissas da machine à habiter. Contudo, a análise da elaboração do seu projeto, a partir da teoria, da história da arquitetura e da observação do seu uso, nos possibilitou confrontar a definição original da máquina de morar com as vicissitudes do modernismo e a prática cotidiana do habitar.

Palavras-chave

Abstract

In 1959, was inaugurated in Paris at the building of Maison du Brèsil, the project was made in two stages: the initial sketch by Lucio Costa, in 1952; the development and construction coordinated by Le Corbusier's office. On one hand, this build can be read as an example of architecture with brutalist characteristics and spatial organization such as a living machine. In the other, the analysis of the design process in the perspective of architecture theory and everyday life, enabled us to question the modern definition of the living machine.

Keywords

Resumen

En 1959, fue inaugurado en París en el edificio de la Maison du Brèsil , el proyecto ha sido hecho en dos etapas: el dibujo inicial de Lucio Costa, en 1952; el desarrollo y la construcción coordinada por la oficina de Le Corbusier. Por un lado, esta construcción puede ser investigada como un ejemplo de arquitectura con características brutalistas y organización espacial como máquina de residir. En el otro, el análisis del proceso proyecto en la perspectiva de la teoría de la arquitectura y de las cuestiones de la vida cotidiana, nos permitió cuestionar la definición moderna de machine à habiter.

Palabras clave

Como citar

LINO, Sulamita Fonseca. Máquina de habitar: máquina de viver. In: SEMINÁRIO DOCOMOMO SÃO PAULO, 7., 2020, São Paulo. Anais [...]. São Paulo: Núcleo Docomomo São Paulo / PGAUR-USJT, 2020. p. 436-444. ISBN 978-65-00-11912-1. DOI: 10.5281/zenodo.19289767.

Referências

  • CORTÁZAR, Julio. O Jogo da amarelinha. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
  • COSTA, Lucio. Registro de uma vivência. São Paulo: Edições Sesc, Editora 34, 2018.
  • KOPP, Anatole. Quando o moderno não era um estilo e sim uma causa. São Paulo: Nobel, Edusp, 1991.
  • LE CORBUSIER. Por uma arquitetura. São Paulo: Editora Perspectiva, 1994.

Ficha catalográfica

7º Seminário Docomomo São Paulo: anais: a difusão da Arquitetura Moderna, 1930-1980 [recurso eletrônico] / organização: Fernando Guillermo Vázquez Ramos et al. São Paulo: PGAUR-USJT, 2020. 566 p. Disponível em: www.nucleodocomomosp.com.br. ISBN 978-65-00-11912-1