Arquitetura e cidade no processo de modernização: Londrina e sua produção moderna na década de 1950

p. 385-399

Capa dos anais

8º Seminário Docomomo São Paulo, São Carlos, 2022

Baixar PDF DOI10.5281/zenodo.19290009

Resumo

A partir da ideia de cidade enquanto agente modernizador, que utiliza como instrumento o processo de modernização, e o conceito de cidade como fonte e foco de criação cultural, a extensa produção de alta qualidade média da arquitetura brasileira nos anos de 1950 torna-se evidente em diferentes cidades e contextos do cenário nacional. É o caso de Londrina, no norte do Paraná, cuja produção, sobretudo na década de 1950 – em virtude do êxito da cultura cafeeira –, evidencia a dimensão moderna da cidade através de suas obras arquitetônicas concomitantemente ao seu processo de modernização. Diante disso, este trabalho propõe a análise de alguns exemplares da arquitetura moderna em Londrina, entre os anos de 1950: o mercado Shangri-lá, a Estação Rodoviária, o Edifício ECB, o Edifício Autolon e o Edifício Sahão. As obras marcam o panorama da cidade de Londrina e revelam aspectos da modernização da cidade frente à sua formação.

Palavras-chave

Abstract

From the idea of the city as a modernizing agent, which uses the modernization process as an instrument, and the concept of the city as a source and focus of cultural creation, the extensive production of high average quality of Brazilian architecture in the 1950s becomes evident in different cities and contexts of the national scenario. This is the case of Londrina, in the north of Paraná, whose production, especially in the 1950s - due to the success of the coffee culture -, highlights the modern dimension of the city through its architectural works concomitantly with its modernization process. Therefore, this work proposes the analysis of some examples of modern architecture in Londrina, between the 1950s: the Shangri-lá market, the Bus Station, the ECB Building, the Autolon Building and the Sahão Building. The works mark the panorama of the city of Londrina and reveal aspects of the modernization of the city in the face of its formation.

Keywords

Resumen

A partir de la idea de la ciudad como agente modernizador, que utiliza el proceso de modernización como instrumento, y el concepto de la ciudad como fuente y foco de creación cultural, la producción extensiva de alta calidad media de la arquitectura brasileña en la década de 1950 se hace evidente en diferentes ciudades y contextos del escenario nacional. Es el caso de Londrina, en el norte de Paraná, cuya producción, especialmente en la década de 1950 -debido al éxito de la cultura del café, destaca la dimensión moderna de la ciudad a través de sus obras arquitectónicas concomitantes con su proceso de modernización. Por lo tanto, este trabajo propone el análisis de algunos ejemplos de arquitectura moderna en Londrina, entre la década de 1950: el mercado de Shangri-lá, la Estación de Autobuses, el Edificio ECB, el Edificio Autolon y el Edificio Sahão. Las obras marcan el panorama de la ciudad de Londrina y revelan aspectos de la modernización de la ciudad frente a su formación.

Palabras clave

Como citar

FACHI, Fernanda Millan; BUZZAR, Miguel Antônio. Arquitetura e cidade no processo de modernização: Londrina e sua produção moderna na década de 1950. In: SEMINÁRIO DOCOMOMO SÃO PAULO, 8., 2022, São Carlos. Anais [...]. São Carlos: Núcleo Docomomo São Paulo / IAU-USP, UNIP, 2022. p. 385-399. ISBN 978-65-86810-58-5. DOI: 10.5281/zenodo.19290009.

Referências

  • ANDERSON, Perry. Modernidade e Revolução. In.: MONTES, Maria Lúcia (trad.). Novos Estudos CEBRAP. São Paulo, N. 14, fev. 1986, p. 2-15.
  • ARRUDA, Maria Arminda do Nascimento. Metrópole e Cultura: São Paulo no meio século XX. Bauru: Edusc, 2001.
  • BUZZAR, Miguel Antonio. João Batista Vilanova Artigas: elementos para a compreensão de um caminho da arquitetura brasileira, 1938-1967. São Paulo: Editora Unesp; Editora Senac São Paulo, 2014.
  • CASTELNOU, Antonio. Arquitetura Londrinense: expressões de intenção pioneira. Londrina: Atrito Art, 2002.
  • CESÁRIO, Ana Cleide Chiarotti; MAGALHÃES, Leandro Henrique (orgs.). Arquitetura e Memória Coletiva – Os sentidos da Modernidade em Londrina: Praça 1º de Maio e Jardim Shangri-lá. Londrina: Unifil. 2016. 144 p.
  • GORELIK, Adrián. O moderno em debate: cidade, modernidade e modernização. In.: MIRANDA, Wander Melo (org.). Narrativas da Modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
  • GUADANHIM, Sidnei Junior. Influência da Arquitetura Moderna nas Casas de Londrina: 1955 – 1965. 2002. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.
  • MARTINS, Carlos Alberto Ferreira. Construir uma Arquitetura, Construir um País. In: SCHWARZ, Jorge (org.) Brasil 1920-50: Da Antropofagia a Brasília. São Paulo: FAAP/Cosac Naify, 2002.
  • MARTINS, Carlos Alberto Ferreira. Há algo de irracional… Notas sobre a historiografia da arquitetura brasileira. 1999. In: GUERRA, Abílio (org.). Textos fundamentais sobre história da arquitetura moderna brasileira: Parte 2. São Paulo: Romano Guerra, 2010, p. 131-168.
  • PARANÁ-JORNAL. Londrina, n. 442, 20 set. 1949.
  • SEVCENKO, Nicolau. Orfeu extático na metrópole: São Paulo, sociedade e cultura nos frementes anos 20. 4. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
  • SUZUKI, Juliana Harumi. Artigas e Cascaldi: Arquitetura em Londrina. São Paulo: Ateliê, 2003.
  • SUZUKI, Juliana Harumi. Idealizações de modernidade: arquitetura dos edifícios verticais em Londrina 1949 – 1969. Londrina: Editora Kan, 2011.
  • YAMAKI, Humberto. Labirinto da Memória: Paisagens de Londrina. Londrina: Humanidades, 2006.
  • YAMAKI, Humberto. Shangri-lá, o ‘paraíso perdido’. Folha de Londrina. Londrina. 25 set. 2010. Opinião. Disponível em: <https://www.folhadelondrina.com.br/opiniao/shangri-la-o-paraiso-perdido-726142.html> Acesso em: 27 jul. 2022.

Ficha catalográfica

8º Seminário Docomomo São Paulo: anais: a Arquitetura e Urbanismo Modernos e os acervos [recurso eletrônico] / organização: Miguel Antonio Buzzar et al. São Carlos: IAU-USP, 2022. 610 p. Disponível em: www.nucleodocomomosp.com.br. ISBN 978-65-86810-58-5